sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Fases da Luana

A Lua na lânguida Luana. Lua nova em moça minguante. Unhas roídas, cabelos trançados, olhar marejado, gotículas de noite em seu corpo alvo. Ao amanhecer a Lua se despede da Luana amada, e de saudade e solidão despeja tempestades e move marés para chamar a atenção da moça. A moça, iluminada, toma banho de chuva e cirandeia na areia molhada, esquecendo-se da Lua prateada de outrora. Mas, quando o Sol se despede, uma Luana crescente, sem entender o porque, se sente sugada para o terraço e, enquanto o mundo adormece ao seu redor, ela namora a Lua que surge, cheia de amor, só pra ela.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sonetinho Vagabundo

Não sei mais fazer poesia
Brancos versos voam livres
Vivo em prosa o dia-a-dia
Mandei rimas prum ourives

Recebi um soneto torto
Quartetos com dor de dente
Segui meu caminho roto
De cronista do presente

De presente eu só queria
Um soneto rimado no fim
Pra me encher de alegria

Abandono essa tentativa mesquinha
Com uma certeza chinfrim
Poesia não é a minha

sábado, 31 de janeiro de 2009

Misturando histórias


Ainda com remela, nos olhos e na alma, tateio o colchão a procura dele depois de mais uma noite quase em claro - reconhecendo os velhos truques, vendo passo a passo ele me dominar, me colocando em Matte, sempre facilitando o Check no fim das contas ( é com isso que ele goza, e goza tanto o espírito que o corpo dispensa o gozo) - percebo que o lugar dele, ainda quente na cama, está vazio e eu, ainda de olhos fechados, deitada na mesma cama, estou (também) vazia. O meu vazio se encontra com o vazio deixado por ele, eles se reconhecem e se cumprimentam. A sensação daqueles braços me envolvendo, cessou. Sentimento presente conjugado em tempo passado: pensou, sussurrou, tocou, beijou, abraçou, amou. E quando tudo parecia eterno, quando o destino parecia traçado e as certezas brotavam naturais como os sorrisos, as malas, jamais desfeitas, cruzaram a soleira da porta e o sonho acabou.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Noticiário de meia noite

Caiu uma pedra, nem muito grande, nem muito pequena, meio pontiaguda mas ligeiramente arredondada, foi um baque seco que espirrou muita água.
Caiu uma pedra e vários círculos concêntricos se formaram, e reverberou do centro pra todo lago, do lago pra toda água, da água pra toda terra, da terra pra todo universo, do universo pra tudo o que há (ou não há) em volta dele.
Caiu uma pedra e o mundo nunca mais foi o mesmo, porque nunca uma mesma pedra cai duas vezes num mesmo lago, é sempre uma nova pedra e um novo lago, pois tudo o que existe não é agora o que foi no segundo anterior, nem no segundo seguinte o que foi agora.
Caiu uma pedra em direção ao centro da terra. O centro da terra é tudo o que os corpos buscam, o espírito quer se elevar mas para a matéria tudo o que há é o centro da terra, e é só por isso que ficamos no meio do caminho, lugar muito agradável para se estar, lugar onde existe pedra, existe água e círculos concêntricos.
Caiu uma pedra de cima, de onde vem Deus, tudo o que vem de cima atinge, fere e pode matar.
Caiu uma pedra e não matou.
Caiu uma pedra e tudo o que se pensa cai como uma pedra que reverbera.
Caiu uma pedra e isso é sublime.
Caiu uma pedra.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Direto do Cais

Bala de festim na agulha de vitrola, moinho de gente virando gente em moinho, movida a energia eólica, girante, giratória, gigante, purgatória, pulsante e latente. Só leva seu lápis em punho se for pra escrever uma história de amor, anda ávida de amor, ávida de história, ávida de viver... num tal de tempo que passa rangendo, roendo as entranhas, matando aos pouquinhos, num tal de vento que anda ralentado, que não move nem catavento quanto mais essa moça-moinho ancorada num instante inútil, e tudo o que não move enferruja, apodrece, morre. A lápide é datada de hoje, e de ontem, e de amanhã, é datada de eternamente, pois ela estará eternamente viva para continuar desexistindo e desistindo a cada dia.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Um conto genérico.

Ela vagueia pelo quarto, seminua, em semicírculos que se completam, mas nunca formam um inteiro, pois, ao contrário das rodas (gigantes, ou não) o trajeto principia e finda de uma forma bem definida. Algo tem que ser definido nesses dias escritos por um roteirista com péssimo senso de humor dado a joguetes de gosto duvidoso, nem que seja o desenho no chão desses pés de passo torto e tortuosos caminhos. Na garganta um gole seco e amargo de uma bebida qualquer com teor alcoólico mais alto que o recomendável, com pouco gelo e já com um pouco de sal das lágrimas que teimam em rolar vez em quando. E tudo o que ela quer é não querer mais ele, e ela sente tudo ao mesmo tempo agora, inventa um novo amor de fumaça e pó e se apaixona por um homem sem formas nem gosto, só para esquecê-lo. Ela se derrama em letras de caligrafia quase inelegível, ela se desnuda para apreciação pública, ela se coloca inteira em sonetos de rimas vazias, ela quer ser lida, deleitada, degustada. Ela quer saber que gosto ela tem, ela quer saber o que ele sente na boca depois do beijo, em que andar ele esqueceu toda a história como um malote qualquer de conteúdo indesejável, ela só quer respostas para tentar desenhar, com lápis de olho em guardanapo de bar, um futuro qualquer, porque no passado ela cismou de querer enquanto houvesse querer, e desquerer quando o querer não fosse mais querido, e ele desquiz, deu um beijo na testa, virou pro lado e dormiu, e ela que achou que tivesse entrando num caso qualquer, desses sem contas a pagar, sem cobrador na porta com beijos com gosto de beijos, noites com gosto de sexo e carinho no fim (porque se não, não tem graça) se viu andando em semicírculos pensando no grande amor da sua vida e em uma escada que sobe para baixo.

Excesso de pontos.

Bocas salgadas de sal que escorre dos olhos. Costas lanhadas de unhas já roídas, já condoídas, já destruídas pela maresia, pela tempestuosa moça que tudo destrói. Maldição da garganta seca e da dose da tequila que desce tão rápido que só deixa areia por onde passou. Marcas roxas do amor que não foi feito. O cheiro que já não está mais no lençol. As lembranças de tudo que não foi vivido. E os sonhos turvos que tatuam na alma os momentos amargos que suamos. E tudo que somos, que fomos, que rolamos, que ofegamos. E as flores que ela oferece. E o sorriso que ela arranca. E a confusão de palavras com todo o aquilo que isso devia ter sido mas não se tornou.

Ela vem como um carnaval

Um coração na vitrine. Exposto, deposto do posto de mestre da minha bateria. Aqui ele não manda mais. Quem ele pensa que é pra ziriguidunzear assim em cima da minha caveira? Nessa poça de sangue e lágrimas ninguém samba mais! E tenho dito!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Páginas amareladas

Por falta de costume, ou talvez pelo esquecimento de como é, realmente, sentir o coração acelerado, encaro a velha novidade com uma infindavel angustia e me arrependo de cada momento que senti falta desse sentimento. Como uma descrente afirmo que essa ressaca sem alcool é bobagem, e que não entendo como os seres se inebriam dessa forma. E afirmo isso totalmente inebriada...


09/09/07

"será que o amor não tem programa ou ama com paixão?"

Esse texto não seria esse. Esse texto era sobre uma noite mal dormida, sobre uma mulher que rola na cama, sobre sonhos eróticos. Mas aí vem ele e me tira do eixo... me faz esquecer os sonhos próximos... me leva para um sonho antigo, um sonho amarelado... Ele faz isso por um prazer quase infantil, ele sabe que me desestabiliza, ele sabe que ainda é ele, que ainda é por ele, que ainda me sufoca, que ainda me faz tremer... E ele flutua, passeia leve, os pés mal tocam o chão, ele é uma criança, ele se diverte, ele ri, inconsequentemente e inconsequente mente só para dar corda, só para não se extinguir...Para ele basta saber que eu estou aqui, sempre que ele precisar.


" Que tanta cerimônia
Se a dona já não tem
Vergonha do seu coração "

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

AMOR HIPERBÓLICO

Nem por todo o amor do mundo ele me empresta um pouco de carinho, e eu, que me contento com tudo, queria ao menos dividir, com ele, a eternidade.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

cri cri cri

Ligeiramente seca.
Desinspirada.
Desesperinspirada.
O ano velho já gastou, mas o novo não deu nem sinal de vida.
Ponto. Final? Posso terminar com uma exclamação? Acho que estimula mais o ano que não nasceu a nascer e ser supimpa.
EXCLAMAÇÃO...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

HO HO HO

Nessa época em que luzes piscam infernalmente em toda cidade e até a boa e velha música de elevador é substituída por "25 de Dezembro" de Simone achei que era digno deixar meu blog ileso dessas manifestações hipócritas e principalmente de combinações de cores de gosto duvidoso, mais que digno, achei original resistir ao impulso clichê de começar um post com " Então é Natal e o que você fez?" e escrever lamentações sobre o fato de eu não ter tomado vergonha na cara pra cursar engenharia e ter passado mais 365 incríveis dias sem me sustentar. Não é mais Natal na Leader Magazine (embora tenhamos que aturar a decoração onipresente até 6 de janeiro) e eu tentei resistir ao impulso clichê de escrever um post clichê sobre a falta de post natalino-clichê no meu espacinho roxo, já que isso consistiria num post natalino de qualquer forma. E o é. E aqui está! Pronto, o espírito do Natal tomou conta de mim (rs...) e, com atraso, tenho um post natalino.
Muito HO HO HO e que em 2009 o Guanabara a Leader e o Prezunic não tenham verba para propaganda de Natal e que o Hortifruti jamais se renda.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

luz dos olhos

Cansada: das paredes e dos amores. Úmida por baixo e seca por cima. Farta porém faminta. Poeira nos móveis e na alma. O pranto e o gozo coexistem. Nó. Toda certeza que dispensa provas, as provas da minha fraqueza, e aquelas de amor que nunca virão. Contudo, todavia, no entanto, não há nada mais belo do que ele dormindo. Sim, eu sou uma estúpida.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

"Duas meninas num imenso vagão" - Fragmentos autobiográficos


Elas estão a tanto tempo aprisionadas no mesmo instante que já se transformaram num retrato antigo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

reflexão profunda

Aboliram o purgatório. Aboliram o trema também. O que só pode significar que todas as almas fadadas a padecer no purgatório montaram em pontinhos recem fugidos de vogais mau humoradas e seguiram para um universo com deuses, papas e professores de português com mais senso do ridículo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Uma sinopse que não é sinopse

Temporal e Maresia, causa e consequência, início e fim de um círculo, translação e rotação, dois tuns da mesma batida de distintos corações, yin e yang, canela e gengibre, duas meninas, um imenso vagão e tudo o que pode ser sentido quando se vive enguiçado na penúltima estação de uma metáfora.

DIÁLOGO

"... _ E se tivesse sido como um filme do Almodóvar?
_ Tudo podia ser um pouco mais vermelho.
_ Acho que faltava vermelho.
_ Acho que faltava paixão.
_ Uma vida inteiramente em preto e branco. É isso! Uma vida inteiramente em preto e branco!
_ Eu acho que eu até sonhava em preto e branco.
_ Eu acho que eu não sonhava.
_ Ou não lembrava dos sonhos.
_ Você é sonho?
_ Acho que não... você é?
_ Tanto quanto você.
_ Eu sou 70% sonho.
_ Eu sou 70% água.
_ Eu tenho sede.

_ E eu só queria uma caixa de lápis de cor. ..."

sábado, 13 de dezembro de 2008

Implorando pelas respostas daquelas perguntas que ela não foi capaz de formular.

Intercepte esse coração vadio. Impeça-me. Antes que eu comece a escrever, me pegue no colo e me faça um carinho desavisado que eu juro esquecer ter implorado por ele, Mas aja, antes que minha mão encontre a caneta que, já falhando, encontre o caderno que, por costume, receba palavras tolas que, por descaso, irão se perder. Antes da tragédia anunciada, antes que eu me despetale, antes que eu me vire do avesso, me segure firme, se for preciso me amarre, mas, por favor, não deixe mais que eu me derrame em letras, não quero mais que ele me beba em versos...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

409

Cultivando taquicardia e metamorfose, ando a busca do desassossego, do desalinho, do desajuste. Digo sim a mando de um coração irresponsável e amando o gosto agridoce do desconhecido eu sigo em frente.

Ajo em prol do momento em que nossas bocas se calarão e nossos corpos agirão, sem grades teorias, por conta própria, e descobrirão, na prática, o encaixe perfeito.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

turbilhão

Remexo, por dentro, me encharco, em-barco no cais, solitário, frio e úmido. Parto, re-parto, me rasgo no porto te vendo partir . Mar, a-mar, te amarro em nós de marinheiro, te tenho, e com a força do medo te mantenho refém também de outras formas, nas tuas formas, no cobertor, em cada pedaço de corpo descoberto em você, descoberto por você. Será sublime tudo aquilo que tiver de ser, o que for, o que foi, o que será. Seremos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

CHAPÉUZINHO AMARELO

Eu não sei ver hora em relógio de ponteiro.
Eu não sei descascar laranja.
Eu não sei assobiar, nem piscar um olho só.
Eu desaprendi a andar de bicicleta.

Ass: Tamires Nascimento ( a moça tirou uma folga )

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sinto saudade de mim quando fico muito tempo sem escrever

"Deslumbrada, neurótica e bipolar. Muito prazer"

Assim começo minha sessão de analise imaginária: apalpando nuvens negras e sentindo o amargo gosto da solidão. Sinestesia, diria a menina das flores. Melancolia, digo eu.

O dissabor do alçapão que se abre, a queda seca e brusca, a poeira que sobe e embaraça os sentidos já dormentes, já naturalmente alcoolizados, o álcool, a gargalhada estridente, a musica alta, as diversas mãos no meu corpo, os diversos corpos nas minhas mãos e a alvorada. O que sobra? Junto caquinhos, recoloco as meias de nylon e corro.

Mãe, desculpa, eu sou dadaista!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

POST EXTRAORDINÁRIO

A MOÇA DECLARA OFICIALMENTE QUE ODEIA DECORAÇÃO DE NATAL!!!!

VALE A PENA VER DE NOVO

POSTANDO POST ANTIGO SÓ PRA MOVIMENTAR



Sou uma pessoa de inteligência razoável, tenho total consciência disso.
Sou uma mulher suficientemente atraente, e não mais que isso, interessada em homens inteligentes.
Inteligência é afrodisíaco! Essa máxima vale para grande parte das mulheres de inteligência razoável, e para nenhum homem.
Quando o homem se interessa em o que você ouve, pensa ou lê ele quer ser seu amigo.
No caso acima, se você tiver ancas largas, você talvez sirva também para ser mãe dos filhos dele.
Ser burra é muito mais fácil.
Muitas vezes mulheres inteligentes querem se sentir apenas desejáveis.
Você não é desejável e inteligente ao menos que você seja a Angelina Jolie.
O fato de você passar pelo teste da obra não a classifica como gostosa, pedreiros cantam até a mãe da Dercy.
E tenho dito.
PENSAMENTO DO DIA! Quer dizer do blog!
Se eu pudesse escolher eu nascia burra mas com uma bunda linda, certamente seria mais feliz e estaria empregada.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A tristeza do dia

Um dia a tristeza pode ser uma benção... uma tristeza daquelas repentinas, que te tomam subitamente te dão um tapa na cara e te jogam na cama já com as lágrimas a correr... e depois desse momento vem aquela vontade de mudar tudo, de amanhecer diferente, vem aquela esperança, e você dorme se amando mais...
Nesse dia a tristeza é uma benção, mas esse dia não é hoje, esse dia foi ontem, e antes de ontem, e semana passada, hoje a esperança já é morta, eu já me provei que não sou capaz de mudar mais nada, eu sou apenas uma mulher fraca e rendida...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

me conformando

É real a sensação de que bastaria pouco... que talvez as coisas pudessem ser como eu imaginei... Mas... não foi assim que aconteceu... se eu fosse fazer tudo de novo teria ido mais devagar... teria esperado, teria evitado, teria me entregado menos... talvez assim ele desse um pouco mais de valor...

domingo, 13 de julho de 2008

O que há de tão errado na moça? PARTE DOIS

Existe uma mulher que vai sentar numa mesa de bar com você e vai pedir uma agua com gás ou um guaraná light. Existe uma mulher que não conhece os prazeres de sacanear um tricolor. Existe uma mulher que nunca se dignaria a terminar a noite sentada no chão de um posto de gasolina tomando Bohemia em uma loja de conveniência. Existe uma mulher que ficaria ruborizada em ouvir certas coisas. Existe uma mulher que adora papo de mulherzinha. Existe uma mulher que vai embora do bar antes das 3 da madrugada. Existe uma mulher que não vai sair com você porque está com dor de cabeça. Essa mulher não é a moça, e a moça até reconhece o diferencial que é amanhecer no boteco, a moça não quer ser essa mulher. Porém, a moça sabe que entre a rapaziada ela será sempre um 'rapá', talvez um 'rapá' com seios atraentes que os outros 'rapazes' não se fazem de rogados em olhar, e pros moços de fora da rapaziada ela será sempre uma moça estranha que só anda com macho, a moça sabe que essa deve ser a causa da inexistência da sua vida afetiva, e esse post não tem conclusão...

sábado, 12 de julho de 2008

O que há de tão errado na moça?

A moça ta cansada de esperar Godot. A moça ta cansada de ser ignorada. A moça não conta... e ela simplesmente não aguenta mais isso. A moça quer gritar aos quatro cantos que ela está aqui, que ela tem sentimentos, que ela é uma moça!!!! A moça nunca se sentiu tão rejeitada, se o que há de errado nela é isso mesmo que ela esta pensando o mundo que se prepare para uma nova moça...

domingo, 29 de junho de 2008

Intervalos comerciais

Somos uma geração careta, nossos heróis morreram de overdose ou de AIDS, e colocamos neles nossas pirações, eles já piraram por nós, descreveram nossas angustias, e ficamos satisfeitos nos refletindo neles, mas queremos, na prática, uma vida bem diferente da que eles levavam, somos parte de uma geração muito focada, que pode não saber como, que pode estar perdida e acuada, mas sabe o que quer, porque cresceu numa selva que deixa bem claro o que cobra, a angustia que temos é como chegar lá,o 'lá' já é estabelecido, talvez façamos o caminha contrario, nossos pais, que tiveram uma juventude transviada são coroas caretas, talvez nós transformemos em coroas doidões. Eh... talvez seja divertido...


PS: Fritei meu ovo!

PS²: Aquela moça as vezes fala demais!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Ei, moça!! Que post de quarta é esse????

A moça se joga no jogo, mas ela sabe que não sabe jogar!! Estar nesse meio termo é oq cansa, nessa de criar esperança e matar esperança, e criar esperança e matar esperança, parece tão fácil, e tão distante... Isso está parecendo um novelinha adolescente...

PS: É... a 'terceira pessoa' teve seu momento 'segunda pessoa'...

PS²: Post mais pobre...

PS³: Acho que meu horóscopo anda me enganando...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A moça e a 'terceira pessoa'

Ai... menina teimosa!!!! Eu vivo dizendo pra ela "Sua felicidade só depende de você!", e ela me ouve??? Não! Ela é uma cabeça dura que teima em vincular sua felicidade a uma 'terceira pessoa', que, na pratica, (ela não pode nem desconfiar que to dizendo isso) nem importa ao certo quem seja. Ela se rende a qualquer possibilidade de carinho, qualquer lampejo de companhia, qualquer sinal de interesse, e passa a concentrar suas energias, a só pensar na 'terceira pessoa', a imaginar situações... ela cria uma realidade fantástica, um mundo de ilusões, onde a 'terceira pessoa' se apaixona por ela, e ela se apaixona pela possibilidade de ter alguém. Depois, quando o castelo de cartas desmorona, a moça sofre, sofre sabendo que a culpa é só dela, sofre numa ladainha sem porquê, a 'terceira pessoa' não tem nada com isso, ela não é 'eternamente responsável por aquilo que cativas", ela não quis cativar ninguém, o que cativou a moça foi a história que ela criou, onde a 'terceira pessoa' era protagonista.
PS: será que a 'terceira pessoa' virá acompanhar a saga da moça e se transformará, inconscientemente, em 'segunda pessoa'???

terça-feira, 17 de junho de 2008

A moça de olhos marejados...

Era uma vez uma moça, ela saiu do seu ninho, foi para uma terra estranha, cheia de espinhos e monstros. Ela respirou fundo, escolheu sua melhor máscara, ela sabe usar bem as vestes de mulher decidida, abusou do decote e meteu o pé na porta, todo mundo que viu acreditou na mulher que atravessava a porta, só quem chegou bem perto percebeu que atrás do batente se escondia uma menina, tremendo de medo, e que a mulher lá na frente não passava de um fantoche.

sábado, 14 de junho de 2008

A moça.... d sempre...

A moça que ele não quer... e quem quer? Se nem ela quer... Se os centimetros fossem outros, se a balança acusase diferente, talvez a moça se quizesse mais, e talvez ele quizesse a moça, mas a moça sabe que, no fundo, o problema não está onde ela teima em colocar, o problema é a moça, oq está por dentro da moça, ela teima em meter os pés pelas mãos, ela não é o que o moço acha que ela é, mas ela tb não sabe oq o moço quer... ela só queria que ele... sei lah.... que ele quizesse... ao menos conferir oq a moça tem a mostrar...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

“Sem horas e sem dores. Respeitável público pagão. Bem vindo ao Teatro Mágico! Sintaxe a vontade... "


Mágico, essa é a palavra.


Ao cruzar os portões do Circo, me extasio, feito criança, só de olhar em volta e ter, finalmente, a dimensão do que estaria prestes a acontecer, a energia das pessoas lá dentro era a mesma, elas pulsavam no mesmo compasso, aquilo não era um show, era uma reunião de pessoas raras. As mais tímidas, como eu, usavam um nariz de palhaço, as outras, com naturalidade, desfilavam com seus chapéus multicoloridos, de formatos estranhos, com sua maquiagem de palhaço, que podia ser singela, delicada, ou uma pasta d’água, nem sempre bem passada, espalhada pela cara toda, parecia tão natural, “o tudo era uma coisa só” minha noite já estava completa e o show nem tinha começado.
A trupe entra em cena, plena, linda, e começa a desfiar suas canções, que durante os últimos meses não saíram do meu MP3, e num suspiro eu entendo que a Gabriela no ar completa aqueles acordes, com o som seco do desenrolar do tecido e com as exclamações da platéia, e, como criança, me vejo pensando: “quando eu crescer eu quero ser a Gabriela!” . Depois de dar risada de mim percebo que essa é a mágica desse teatro, acender nossos sonhos, nossas convicções e, acima de tudo nossas esperanças, naquele momento eu podia ser criança, naquele momento eu precisava ser criança... Ajeitei meu nariz de palhaço enquanto me escorria uma lágrima...
Apresentada as inéditas canções do segundo ato a curiosidade por preencher meu MP3 com canções inéditas do mestre Anitelli ficou imensa, como imensa era qualquer possibilidade naquele espaço, lá era impossível sentir qualquer coisa que fosse pequena, ou mediana, pessoas raras sentem imensamente o que tem que sentir. Como que para me testar Fernando Anitelli canta Cordel do Fogo Encantado, e mais uma vez eu vi chover no Circo Voador, eu não esperava, o inesperado arrancou gritos desta mocinha já tão rouca, a mocinha não tem voz, e acha que só volta a achá-la em 4 ou 5 dias.
No fim do espetáculo recebo meu pirulito de tutti frutti, exatamente o que saí de casa pra buscar, eles cantam “O anjo mais velho” e dos olhos, cansados de “mentir dia e noite a dor da gente” correm rios, “Mar e Ana” para assinar em baixo a afirmação que finalmente, como todo o resto, entendi. Digo! Afirmo! Com minhas lágrimas como testemunha, “de ontem em diante serei o que sou no instante agora.”.
“Metade de mim, agora é assim. De um lado a poesia, o verbo, a saudade. Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo incerto... depende de como você vê. O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só.”
O desafio é não deixar morrer essa chama que o TM acendeu, a energia tão forte e tão rara.


Tamires Nascimento

domingo, 11 de maio de 2008

Qualé calouro???

Não tenho absolutamente nada a dizer... postando pra bater ponto!


Ponto. Paralelo. Lelepípedo. LElé. PIpoca. PEsadelo. DOr. "Segura na mão de Deus e vai" VAI??? Porra nenhuma... Se fosse, se sesse, foi indo e iu!


iu.... iEu... Eu? Ué... indo... naquela, de sempre, ainda tentando me convencer que da tempo de mudar pra engenharia...

domingo, 4 de maio de 2008

A menina do coração de ouro? Ela ta aqui, de vez em qdo ela grita... mas eu n posso deixar ela tomar conta, ela não é capaz, é apenas uma menina.
A vida endurece a gente rapaz, é a realidade, a menina, tadinha, não aprendeu, ela é uma idiota com uma vocação ridícula para o perdão, vocação que ia fazer com q o mundo continuasse pisando nela, escalando, usando de escada... a menina, muda, chorava gemendo baixinho, ninguém nunca ouviu a menina, a menina escolheu a melhor mascara, aprendeu a se pintar, guardou o coração de ouro, se fantasiou de mulher e encarou o mundo de frente, ela tremia por dentro, a menina tem mto medo, mas a escolha foi dela e ela não pode decepcionar um monte de gente em volta que acredita que a menina possa mto mais do que ela realmente pode... A menina hj ta inquieta e a mulher que a guarda acha que perdeu a guerra, a menina grita, mas ninguém a escuta, como sempre...

terça-feira, 22 de abril de 2008

SALVE JORGE!

"Jorge sentou praça na cavalaria e eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem Para que meus inimigos tenham mãos, não me toquem Para que meus inimigos tenham olhos e nao me vejam E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal Armas de fogo,meu corpo não alcançará Espadas, facas e lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar Cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge Jorge é de Capadócia, viva Jorge!..."