domingo, 7 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Então você descobre que um após o outro, como numa ciranda maléfica, eles vão te ferir. Eles "são adagas cravejadas de vingança". Você se vê sozinha novamente, você sente que seu chão literalmente se abriu. Você tinha em que, em quem se agarrar, você tinha um porto que era seguro, e que agora simplesmente não o é. Depois de já ter sido traída e enganada por todos eles você, talvez, nem devesse ligar mais. Você já tinha que ter se acostumado com a sina. Mas não, a cada vez que te enganam mas você acredita num amor sem mentiras. Era esse, era pra ser esse... não é... isso dói.
Você se sabe capaz de construir paixão, amor de onde só há confiança. Mas o contrario é impossível. Você ainda contrói uma relação em cima da maldita lealdade. Que é mais que fidelidade. Que é mais do que você podo pedir. Você exige demais.
Eu quero um tamagotchi.
Eu amo, e sinceramente, eu dependo... mas não sei se é o suficiente!
Você se sabe capaz de construir paixão, amor de onde só há confiança. Mas o contrario é impossível. Você ainda contrói uma relação em cima da maldita lealdade. Que é mais que fidelidade. Que é mais do que você podo pedir. Você exige demais.
Eu quero um tamagotchi.
Eu amo, e sinceramente, eu dependo... mas não sei se é o suficiente!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Era uma vez uma menina que não devia amar. Ela não devia amar porque o amor dela fere, porque amor pra ela é posse. E certa está ela, errado é o mundo que diz que ela não pode ter seu homem como seu, não pode controlá-lo. Mas o que é o amor se não a feliz sensação de se saber dona? Mas ele diz que ela está errada. Mas a TV diz que ela está errada. Mas seus amigos dizem que ela está errada. E ela entende que não pode ter um namorado. Talvez seja melhor ela comprar um tamagotchi.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Eu quero.
Eu quero canções que falem de paixão e de gim. Eu quero um amor no qual eu me encaixe, que me olhe e veja uma mulher bem melhor do que sou. Eu quero noite e noites em esquinas, quero beber a madrugada, só dormir no alvorecer. Eu quero ser do mundo e também de um homem só. Eu quero poder querer, desmedidamente. Eu quero realizar também. Eu quero unhas negras. Eu quero cantar, e quero gritar também, mas não deixo de querer silencio. Eu quero... viver...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
De antemão lhe peço desculpas...você tem sido um companheiro incansável que já demonstra sinais de cansaço, sinais nítidos e claros de cansaço. Realmente é um fardo meio pesado demais que não estava previsto quando nossos olhos firmaram contrato sem que nos déssemos conta. Juro que estou tentando, tento olhar pela minha janela e achar o mundo lindo. Tento olhar a miséria ao nosso redor e pensar como sou privilegiada. Tento me olhar no espelho e ficar feliz pelos quilos perdidos. Mas meu copo está sempre meio vazio e o espelho só me mostra os quilos que eu ainda tenho que perder. Espero que o que eu tenha quebrado entre nós ainda tenha conserto. Sinceramente me desculpe, mas eu não estou feliz.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Era uma vez uma estrada, iluminada apenas por faróis tímidos. Pouco se via do que vinha a frente, mas a fé era enorme. A estrada, para desespero da menina que a percorria, foi se tornando cada vez mais sombria. Havia arvores com galhos que pareciam ameaçá-la, havia gatos pretos cruzando o caminho e um monte, mas um monte mesmo, de placas apontando as direções erradas.
A menina sabe que já caminhou um bocado, ela sabe disso porque suas pernas doem, porque ela se sente cansada, porém não há nada na estrada que indique quanto ainda falta caminhar. Ela pensa em voltar, esse caminho ao menos já é conhecido, mas a mesma falta de coragem que lhe impede de seguir em frente lhe impede também de dar meia volta. E a menina está parada, enguiçada, empacada na estrada. Ela sente medo e frio. Ela não sabe mais nem porque estava caminhando. Ela perdeu a fé.
A menina sabe que já caminhou um bocado, ela sabe disso porque suas pernas doem, porque ela se sente cansada, porém não há nada na estrada que indique quanto ainda falta caminhar. Ela pensa em voltar, esse caminho ao menos já é conhecido, mas a mesma falta de coragem que lhe impede de seguir em frente lhe impede também de dar meia volta. E a menina está parada, enguiçada, empacada na estrada. Ela sente medo e frio. Ela não sabe mais nem porque estava caminhando. Ela perdeu a fé.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!
Mario Quintana
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Para o homem da minha vida.
Eu qro estar com você. Te ter sempre por perto, perto o suficiente para sentir a sua respiração me fazendo coçegas atrás da orelha. Quero sentir teu corpo no meu, para que quando, infelizmente, você tiver que se desprender (por instantes, pra sempre, jamais) eu continue sentindo você em mim, como uma segunda pele, uma tatuagem. Quero registradas no meu corpo as suas digitais, quero ser um livro escrito por você. Quero nem precisar querer, simplesmente ter, ser, viver esse sonho lindo.Quero viver exatamente assim, como vivemos, quero você exatamente assim, como é, pra sempre, e mais!
sábado, 17 de outubro de 2009
EU
Porque entre o ser e o estar, eu me mantenho no desexistir. Caminhando sem ser vista, gritando sem ser ouvida, vivendo sem ser notada. Eu não exito, não importa oq ou quando eu seja ou esteja isso ou aquilo, eu sou um borrão no "mata-borrão do céu". Linhas tortas, desencontros, aquilo que o olho não quer ver, eu sou o que não há.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Oração
Talvez eu estivesse alí, talvez eu pudesse ser aquela. Eu antevi uma estrada escura, e escolhi que não quero mais ser a que sou. Me dê a faca. Eu pago por ela, com a alma se preciso for. Me traga a forma perfeita, me faça aquela de quem ele jamais se desvencilhará. Aquela que consegue o contrato, o contato, e que pisa firme. De mim faça a outra, e da que sou que pouco sobre (não há ada aqui que realmente importe).
CLARO RECADO
Nó. Aperto.
Cintos sufocam.
Punho no peito. No coração.
Coração na mão. Trêmula.
Vento. Zumbido. Temporal.
Frio e falta.
Onde está que não atende?
Onde está que não aqui?
Onde está?
Onde?
Cintos sufocam.
Punho no peito. No coração.
Coração na mão. Trêmula.
Vento. Zumbido. Temporal.
Frio e falta.
Onde está que não atende?
Onde está que não aqui?
Onde está?
Onde?
domingo, 30 de agosto de 2009
Existe em algum lugar uma linha invisível que guia nossos destinos, é claro que as escolhas são nossas, mais a vida prova sempre que, de alguma forma, sabe pra onde vai. Qual seria a explicação para nossos caminhos se cruzarem assim, dois caminhos que podiam seguir paralelos por toda uma encarnação se entrelaçarem sem mais nem porque. Estava escrito nas estrelas que Renan do Nascimento Barata Antunes e Tamires Maria do Nascimento Pessanha viveriam juntos a mais linda história de amor de todo mundo! E assim está sendo, e eu estou tão feliz que parece que é mentira!
BB... te amo.... muito!
BB... te amo.... muito!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Ela é uma moça-cata-vento, ela se ri inteira em troca de qualquer sopro de carinho. Ela não sabe andar sozinha, mas quando o vento bate ela gira de saia rodada fazendo charme. Ela é um girassol, fica murcha em dias nublados, aprendeu a dança da chuva mas não sabe chamar a luz, por isso depende da luz alheia, seja a do amor retribuído ou a de um refletor demarcando seu espaço de ação. Ela é uma moça-cata-sonhos, não se basta, é sedenta, está sempre tentando alcançar.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Ela, com certeza não é a mulher dos seus sonhos, ela é imperfeita, inconstante, impulsiva, e talvez inapta a ser feliz... Ela as vezes não passa de uma menina assustada, ela tem medo, medo de tudo, medo principalmente dela mesma. Ela não sabe se amar, mas sabe amar como ninguém, e talvez por isso ninguém a ame, pelo menos não como ela precisa, ela precisa muito, ela tem muita sede, ela vive seca. Ela se banha de promessas vazias e se agarra em mentiras bem contadas, ela só sabe mentir pra ela mesma, ela é uma tola.
domingo, 19 de julho de 2009
"Eu caso ou compro uma bicicleta?"
Realmente o sofrimento inspira, como já disse Vinicius (meu velho, Saravá!) "pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza, é preciso um bocado de tristeza se não não se faz um samba não", mas parece que eu estou seca, talvez pela descrença do fato, por simplesmente não entender o que está acontecendo, me sinto incapaz, vazia de belas frases.
A pior sensação é a impotência, eu já argumentei, já chorei, já me descabelei, já tive crise nervosa e até febre, e agora o que me sobra?
A maior injustiça do mundo é não podermos amarrar o amor no pé da cama.
"Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.
Mas então ele enjoado
confessou que só gostava
de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,
fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,
me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,
me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,
bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,
dona, de nada valeu..."
Carlos Drummond de Andrade
A pior sensação é a impotência, eu já argumentei, já chorei, já me descabelei, já tive crise nervosa e até febre, e agora o que me sobra?
A maior injustiça do mundo é não podermos amarrar o amor no pé da cama.
"Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.
Mas então ele enjoado
confessou que só gostava
de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,
fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,
me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,
me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,
bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,
dona, de nada valeu..."
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 4 de julho de 2009
A vida nas mãos do malandro.
De repente você entende que a existencia é um como um fio, um fio de navalha... você precisa afiar para que faça sentido, mas quanto mais afiada, mais perigosa ela se torna.
Ela é dada as mágoas... ouvi isso ontem, era sobre uma outra moça... talvez todas nós sejamos, talvez a velha teoria do sexo fragil seja verdadeira, talvez eu não passe de uma mulherzinha dada às magoas e às depressões infundadas, daquelas mulherzinhas que eu sempre desprezei, cheia de sensibilidades, frágeis como cristal; Eu sempre odiei cristal! Eu nunca adimiti ser uma mulherzinha! E o que estou fazendo a me despetalar novamente de fronte ao poderoso e altivo macho? Porque eu sempre volto pra mesma posição? Porque me coloco sempre de joelhos? Depender do carinho alheio não foi uma opção minha, eu não escolhi ser carente, ansiosa, neurótica, bipolar... e aquele que me cura é o mesmo que me disperta as inquietudes, porque é assim que tem que ser, porque são os dois lados da moeda, da valiosa moeda do amor (àquela que me permite ser piegas a esse ponto).
Meu distante melhor amigo classificava todas as mulheres de tarja preta, talvez seja isso, talvez sejamos uma droga mesmo, uma droga pesada, e eles devem evitar o uso continuo, para o bem da saúde mental, da saúde emocional e do figado (as dores de amor sempre recaem sobre ele).
Aqui não deve haver dores, não há motivo, nada aconteceu, e eu tenho o melhor namorado do mundo. Eu acho que estou enlouquecendo.
Meu distante melhor amigo classificava todas as mulheres de tarja preta, talvez seja isso, talvez sejamos uma droga mesmo, uma droga pesada, e eles devem evitar o uso continuo, para o bem da saúde mental, da saúde emocional e do figado (as dores de amor sempre recaem sobre ele).
Aqui não deve haver dores, não há motivo, nada aconteceu, e eu tenho o melhor namorado do mundo. Eu acho que estou enlouquecendo.
domingo, 14 de junho de 2009
Era uma vez
Este é um depoimento de uma pessoa que tinha medo, de uma mulher insegura que não confiava no que sentia, e muito menos no que alguém podia sentir por ela. Essas são palavras de um alguém que não se achava digna de merecer o amor de outro alguém, ou pelo menos não um amor que fosse além do fraternal. Esses exclamativos rabiscos são frutos das angustias de uma reticente moça, que acreditava piamente que no seu caminho não tinha espaço para um novo amor, que quem escreveu sua história (não seria ela que a escreve a cada dia?) esqueceu do príncipe encantado, e entre o amor e o trabalho ela seria feliz para sempre se matando de trabalhar e achando que isso basta. No meio do caminho dessa moça tinha um bolo de leite (mais macio e saboroso que qualquer pedra), e por causa do bolo de leite ela conheceu um menino, que a principio parecia perfeito demais pra ela no alto daquele cavalo branco, tão intocável, tão inatingível, tão distante... mas a moça-mulher (reticente e exclamativa) resolveu tentar, oq ela tinha a perder? Ela que nada tinha! E muito devagar ela foi convencendo o príncipe que mesmo não tendo nada de princesa ela podia fazê-lo feliz. E sem perceber ela foi se apaixonando pelo príncipe, de uma forma tão tranquila que ela mesmo não acreditava que fosse possível. E o príncipe chamou-a para passear de cavalo branco. Para onde eles vão eu não sei, nem ela, nem ele. Ele continua altivo e distante, ela continua insegura e boba, mas agora eles estão juntos e nesse conto de fadas às avessas eles são responsáveis por escrever a cada dia tudo que acontece após aquele vago "Foram felizes para sempre".
sábado, 13 de junho de 2009
Sentindo... Sentidos...
Queria olhar-te por dentro, desbravar seu interior, sentir o gosto dos seus pensamentos, o cheiro de tudo o que você sente, tatear suas emoções, conhecer seus amores e desamores, descobrir o quanto de mim existe em você. Será que se eu te olhar por dentro eu me reconheço?
domingo, 7 de junho de 2009
Ele...
...me envolve, me enlaça, me aperta forte e me beija a boca. Me olha de um jeito que só ele, e, como só ele, sorri o sorriso mais safado e mais sincero, e me arranca o olhar mais apaixonado e o sorriso mais bobo! Ele, só ele, porque agora é só o que existe, é tudo o que existe, ele!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
baunilha
Eu quero reter na boca o gosto do seu beijo e te saborear a distância, fechando os olhos e esquecendo que a cama sem você parece grande demais. Eu quero que mesmo sem poder te tocar eu possa, por instantes, te roubar pra mim, te sentir em mim, ter você comigo, na mesma sintonia, como dois corpos que dançam uma música que só eles conhecem, e dançam sem nem se dar por isso, dançam como que por costume, dançam por não saber mais não dançar.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Um conto específico
Eram dois inseguros. Ele cultivava incertezas, ela fazia da caça de certezas sua principal atividade. Talvez pelas escolhas que fizeram por ele na vida ele saiba que não existe solo firme a se pisar, talvez pelas escolhas que fez na vida ela precise pisar firme de vez em quando.
Um dia esses caminhos se cruzaram, ela ficou com medo das incertezas dele, ele se sentiu cobrado pelas certezas dela, mas por algum motivo estranho isso pouco importava quando eles estavam juntos.
Talvez os caminhos tenham se cruzado para que ele aprenda que certezas não são vilãs e para que ela aprenda que pode ser feliz pisando em solo arenoso.
E a moral da história??? Eles que são inseguros que se segurem.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
O paradoxo do saber tão pouco e se sentir tão a vontade. O ímpeto de querer descobrir, desbravar, desnudar e o de querer simplesmente deitar abraçado, sentindo a respiração encontrar um mesmo ritmo (e por um instante perceber que isso basta). O paradoxo do ímpeto.
A motivação do novo, do desconhecido e a calma quase paralisante que vem dos olhos cor de mel, e o mel dos olhos está na boca, na pele, nos dedos, ele é todo mel, e por breves instantes ele é todo meu, e nem me importa saber ao certo até onde isso vai, me importa viver e sentir na minha língua o gosto doce desse homem tão menino.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Fases da Luana
A Lua na lânguida Luana. Lua nova em moça minguante. Unhas roídas, cabelos trançados, olhar marejado, gotículas de noite em seu corpo alvo. Ao amanhecer a Lua se despede da Luana amada, e de saudade e solidão despeja tempestades e move marés para chamar a atenção da moça. A moça, iluminada, toma banho de chuva e cirandeia na areia molhada, esquecendo-se da Lua prateada de outrora. Mas, quando o Sol se despede, uma Luana crescente, sem entender o porque, se sente sugada para o terraço e, enquanto o mundo adormece ao seu redor, ela namora a Lua que surge, cheia de amor, só pra ela.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
pílulas
As bolhas de sabão são meus calos de mesa de bar... bem no cotovelo... eu não alcanço... não consigo lamber...
----------------------------------------------------------------------------------
Eu tento dormir em paz, mas em vez de apagar profundamente, eu perco meu tempo bagunçando o sono do outro. E o outro nem sonha comigo...
----------------------------------------------------------------------------------
Brincos de pérola. Na boca, carmim. Perfume barato. Vestido de cetim. Bolero na vitrola. Uma dose de gim. Rodopios no salão. Sua boca em mim.
----------------------------------------------------------------------------------
Olhem para os lados e me respondam o que vêem. Eu estou aí? Me dêem alguma resposta! Preciso de provas da minha própria existência, qualquer sinal vital que de tão distraída eu não tenha notado. Eu posso estar me enterrando viva sem perceber! Se por acaso eu não for imaginação minha, me desperte, com um beijo.
----------------------------------------------------------------------------------
Se o tempo não passa nada acontece e, se nada acontece não pode piorar e o futuro não chega, e presa no passado tudo parece menos ruim.
----------------------------------------------------------------------------------
Fechando a boca e calando uma palavra molhada qualquer. Que ela escorra por dentro e molhe a alma; Que ela escorra entre os dedos e vire poema; Ou, se assim lhe aprouver, que ela fique guardada bem quieta e escondida, escrevendo todo dia esse conto-mulher.
----------------------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------------------------------
Eu tento dormir em paz, mas em vez de apagar profundamente, eu perco meu tempo bagunçando o sono do outro. E o outro nem sonha comigo...
----------------------------------------------------------------------------------
Brincos de pérola. Na boca, carmim. Perfume barato. Vestido de cetim. Bolero na vitrola. Uma dose de gim. Rodopios no salão. Sua boca em mim.
----------------------------------------------------------------------------------
Olhem para os lados e me respondam o que vêem. Eu estou aí? Me dêem alguma resposta! Preciso de provas da minha própria existência, qualquer sinal vital que de tão distraída eu não tenha notado. Eu posso estar me enterrando viva sem perceber! Se por acaso eu não for imaginação minha, me desperte, com um beijo.
----------------------------------------------------------------------------------
Se o tempo não passa nada acontece e, se nada acontece não pode piorar e o futuro não chega, e presa no passado tudo parece menos ruim.
----------------------------------------------------------------------------------
Fechando a boca e calando uma palavra molhada qualquer. Que ela escorra por dentro e molhe a alma; Que ela escorra entre os dedos e vire poema; Ou, se assim lhe aprouver, que ela fique guardada bem quieta e escondida, escrevendo todo dia esse conto-mulher.
----------------------------------------------------------------------------------
Sonetinho Vagabundo
Não sei mais fazer poesia
Brancos versos voam livres
Vivo em prosa o dia-a-dia
Mandei rimas prum ourives
Recebi um soneto torto
Quartetos com dor de dente
Segui meu caminho roto
De cronista do presente
De presente eu só queria
Um soneto rimado no fim
Pra me encher de alegria
Abandono essa tentativa mesquinha
Com uma certeza chinfrim
Poesia não é a minha
Brancos versos voam livres
Vivo em prosa o dia-a-dia
Mandei rimas prum ourives
Recebi um soneto torto
Quartetos com dor de dente
Segui meu caminho roto
De cronista do presente
De presente eu só queria
Um soneto rimado no fim
Pra me encher de alegria
Abandono essa tentativa mesquinha
Com uma certeza chinfrim
Poesia não é a minha
sábado, 31 de janeiro de 2009
Misturando histórias
Ainda com remela, nos olhos e na alma, tateio o colchão a procura dele depois de mais uma noite quase em claro - reconhecendo os velhos truques, vendo passo a passo ele me dominar, me colocando em Matte, sempre facilitando o Check no fim das contas ( é com isso que ele goza, e goza tanto o espírito que o corpo dispensa o gozo) - percebo que o lugar dele, ainda quente na cama, está vazio e eu, ainda de olhos fechados, deitada na mesma cama, estou (também) vazia. O meu vazio se encontra com o vazio deixado por ele, eles se reconhecem e se cumprimentam. A sensação daqueles braços me envolvendo, cessou. Sentimento presente conjugado em tempo passado: pensou, sussurrou, tocou, beijou, abraçou, amou. E quando tudo parecia eterno, quando o destino parecia traçado e as certezas brotavam naturais como os sorrisos, as malas, jamais desfeitas, cruzaram a soleira da porta e o sonho acabou.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Noticiário de meia noite
Caiu uma pedra, nem muito grande, nem muito pequena, meio pontiaguda mas ligeiramente arredondada, foi um baque seco que espirrou muita água.
Caiu uma pedra e vários círculos concêntricos se formaram, e reverberou do centro pra todo lago, do lago pra toda água, da água pra toda terra, da terra pra todo universo, do universo pra tudo o que há (ou não há) em volta dele.
Caiu uma pedra e o mundo nunca mais foi o mesmo, porque nunca uma mesma pedra cai duas vezes num mesmo lago, é sempre uma nova pedra e um novo lago, pois tudo o que existe não é agora o que foi no segundo anterior, nem no segundo seguinte o que foi agora.
Caiu uma pedra em direção ao centro da terra. O centro da terra é tudo o que os corpos buscam, o espírito quer se elevar mas para a matéria tudo o que há é o centro da terra, e é só por isso que ficamos no meio do caminho, lugar muito agradável para se estar, lugar onde existe pedra, existe água e círculos concêntricos.
Caiu uma pedra de cima, de onde vem Deus, tudo o que vem de cima atinge, fere e pode matar.
Caiu uma pedra e não matou.
Caiu uma pedra e tudo o que se pensa cai como uma pedra que reverbera.
Caiu uma pedra e isso é sublime.
Caiu uma pedra.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Direto do Cais
Bala de festim na agulha de vitrola, moinho de gente virando gente em moinho, movida a energia eólica, girante, giratória, gigante, purgatória, pulsante e latente. Só leva seu lápis em punho se for pra escrever uma história de amor, anda ávida de amor, ávida de história, ávida de viver... num tal de tempo que passa rangendo, roendo as entranhas, matando aos pouquinhos, num tal de vento que anda ralentado, que não move nem catavento quanto mais essa moça-moinho ancorada num instante inútil, e tudo o que não move enferruja, apodrece, morre. A lápide é datada de hoje, e de ontem, e de amanhã, é datada de eternamente, pois ela estará eternamente viva para continuar desexistindo e desistindo a cada dia.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Um conto genérico.
Ela vagueia pelo quarto, seminua, em semicírculos que se completam, mas nunca formam um inteiro, pois, ao contrário das rodas (gigantes, ou não) o trajeto principia e finda de uma forma bem definida. Algo tem que ser definido nesses dias escritos por um roteirista com péssimo senso de humor dado a joguetes de gosto duvidoso, nem que seja o desenho no chão desses pés de passo torto e tortuosos caminhos. Na garganta um gole seco e amargo de uma bebida qualquer com teor alcoólico mais alto que o recomendável, com pouco gelo e já com um pouco de sal das lágrimas que teimam em rolar vez em quando. E tudo o que ela quer é não querer mais ele, e ela sente tudo ao mesmo tempo agora, inventa um novo amor de fumaça e pó e se apaixona por um homem sem formas nem gosto, só para esquecê-lo. Ela se derrama em letras de caligrafia quase inelegível, ela se desnuda para apreciação pública, ela se coloca inteira em sonetos de rimas vazias, ela quer ser lida, deleitada, degustada. Ela quer saber que gosto ela tem, ela quer saber o que ele sente na boca depois do beijo, em que andar ele esqueceu toda a história como um malote qualquer de conteúdo indesejável, ela só quer respostas para tentar desenhar, com lápis de olho em guardanapo de bar, um futuro qualquer, porque no passado ela cismou de querer enquanto houvesse querer, e desquerer quando o querer não fosse mais querido, e ele desquiz, deu um beijo na testa, virou pro lado e dormiu, e ela que achou que tivesse entrando num caso qualquer, desses sem contas a pagar, sem cobrador na porta com beijos com gosto de beijos, noites com gosto de sexo e carinho no fim (porque se não, não tem graça) se viu andando em semicírculos pensando no grande amor da sua vida e em uma escada que sobe para baixo.
Excesso de pontos.
Bocas salgadas de sal que escorre dos olhos. Costas lanhadas de unhas já roídas, já condoídas, já destruídas pela maresia, pela tempestuosa moça que tudo destrói. Maldição da garganta seca e da dose da tequila que desce tão rápido que só deixa areia por onde passou. Marcas roxas do amor que não foi feito. O cheiro que já não está mais no lençol. As lembranças de tudo que não foi vivido. E os sonhos turvos que tatuam na alma os momentos amargos que suamos. E tudo que somos, que fomos, que rolamos, que ofegamos. E as flores que ela oferece. E o sorriso que ela arranca. E a confusão de palavras com todo o aquilo que isso devia ter sido mas não se tornou.
Ela vem como um carnaval
Um coração na vitrine. Exposto, deposto do posto de mestre da minha bateria. Aqui ele não manda mais. Quem ele pensa que é pra ziriguidunzear assim em cima da minha caveira? Nessa poça de sangue e lágrimas ninguém samba mais! E tenho dito!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Páginas amareladas
Por falta de costume, ou talvez pelo esquecimento de como é, realmente, sentir o coração acelerado, encaro a velha novidade com uma infindavel angustia e me arrependo de cada momento que senti falta desse sentimento. Como uma descrente afirmo que essa ressaca sem alcool é bobagem, e que não entendo como os seres se inebriam dessa forma. E afirmo isso totalmente inebriada...
09/09/07
09/09/07
"será que o amor não tem programa ou ama com paixão?"
Esse texto não seria esse. Esse texto era sobre uma noite mal dormida, sobre uma mulher que rola na cama, sobre sonhos eróticos. Mas aí vem ele e me tira do eixo... me faz esquecer os sonhos próximos... me leva para um sonho antigo, um sonho amarelado... Ele faz isso por um prazer quase infantil, ele sabe que me desestabiliza, ele sabe que ainda é ele, que ainda é por ele, que ainda me sufoca, que ainda me faz tremer... E ele flutua, passeia leve, os pés mal tocam o chão, ele é uma criança, ele se diverte, ele ri, inconsequentemente e inconsequente mente só para dar corda, só para não se extinguir...Para ele basta saber que eu estou aqui, sempre que ele precisar.
" Que tanta cerimônia
Se a dona já não tem
Vergonha do seu coração "
" Que tanta cerimônia
Se a dona já não tem
Vergonha do seu coração "
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
AMOR HIPERBÓLICO
Nem por todo o amor do mundo ele me empresta um pouco de carinho, e eu, que me contento com tudo, queria ao menos dividir, com ele, a eternidade.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
cri cri cri
Ligeiramente seca.
Desinspirada.
Desesperinspirada.
O ano velho já gastou, mas o novo não deu nem sinal de vida.
Ponto. Final? Posso terminar com uma exclamação? Acho que estimula mais o ano que não nasceu a nascer e ser supimpa.
EXCLAMAÇÃO...
Desinspirada.
Desesperinspirada.
O ano velho já gastou, mas o novo não deu nem sinal de vida.
Ponto. Final? Posso terminar com uma exclamação? Acho que estimula mais o ano que não nasceu a nascer e ser supimpa.
EXCLAMAÇÃO...
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
HO HO HO
Nessa época em que luzes piscam infernalmente em toda cidade e até a boa e velha música de elevador é substituída por "25 de Dezembro" de Simone achei que era digno deixar meu blog ileso dessas manifestações hipócritas e principalmente de combinações de cores de gosto duvidoso, mais que digno, achei original resistir ao impulso clichê de começar um post com " Então é Natal e o que você fez?" e escrever lamentações sobre o fato de eu não ter tomado vergonha na cara pra cursar engenharia e ter passado mais 365 incríveis dias sem me sustentar. Não é mais Natal na Leader Magazine (embora tenhamos que aturar a decoração onipresente até 6 de janeiro) e eu tentei resistir ao impulso clichê de escrever um post clichê sobre a falta de post natalino-clichê no meu espacinho roxo, já que isso consistiria num post natalino de qualquer forma. E o é. E aqui está! Pronto, o espírito do Natal tomou conta de mim (rs...) e, com atraso, tenho um post natalino.
Muito HO HO HO e que em 2009 o Guanabara a Leader e o Prezunic não tenham verba para propaganda de Natal e que o Hortifruti jamais se renda.
Muito HO HO HO e que em 2009 o Guanabara a Leader e o Prezunic não tenham verba para propaganda de Natal e que o Hortifruti jamais se renda.
Assinar:
Postagens (Atom)
