quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Era uma vez uma estrada, iluminada apenas por faróis tímidos. Pouco se via do que vinha a frente, mas a fé era enorme. A estrada, para desespero da menina que a percorria, foi se tornando cada vez mais sombria. Havia arvores com galhos que pareciam ameaçá-la, havia gatos pretos cruzando o caminho e um monte, mas um monte mesmo, de placas apontando as direções erradas.
A menina sabe que já caminhou um bocado, ela sabe disso porque suas pernas doem, porque ela se sente cansada, porém não há nada na estrada que indique quanto ainda falta caminhar. Ela pensa em voltar, esse caminho ao menos já é conhecido, mas a mesma falta de coragem que lhe impede de seguir em frente lhe impede também de dar meia volta. E a menina está parada, enguiçada, empacada na estrada. Ela sente medo e frio. Ela não sabe mais nem porque estava caminhando. Ela perdeu a fé.

3 comentários:

Renan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renan disse...

Mas a meninia tem que está ciente que a ajuda está presente e aquele que a ama vai em sua direção para socorre-la!

LuCais disse...

1 - Escute o Renan.
2 - Esse texto me doeu muito e eu chorei.
3 - Às vezes a estrada é linda, mas os homens trocaram as árvores de lugar. Caminhemos na verteza de existem as raízes (que são árvores de cabeça pra baixo, só que modestas)